Bolsonaro partido – No PEN,Jair Bolsonaro mira 2018

Depois de muita barganha, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) decidiu disputar as eleições presidenciais de 2018 pelo nanico Partido Ecológico Nacional, o PEN. Com o segundo lugar nas pesquisas de opinião (com 16% das intenções de voto), o deputado que defendeu torturadores e a violência policial está em situação de empate técnico com a ex-senadora Marina Silva (Rede) e atrás somente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A transação só não foi concluída pela lei de fidelidade partidária. Só será possível se desfiliar do PSC sem perda de mandato durante a janela partidária, prevista para março — no Congresso, discute-se a antecipação do período de trocas. A confirmação, contudo, foi dada pelas duas partes. O partido escolhido pelo presidenciável era um ilustre desconhecido de muita gente. Fundado em 2012, tem apenas três deputados na Câmara dos Deputados, 13 prefeitos e 522 vereadores. Parece pouco para alguém com pretensões de chegar ao Palácio do Planalto, mas na atual situação de desgaste da classe política, a estratégia se explica.

Bolsonaro falava abertamente a interlocutores que pretendia se filiar a um partido sobre o qual pudesse “ter controle”.

O PSC está longe de ser um gigante da República, mas tem um senador e 10 deputados, o triplo do PEN. Nenhum dos grandes partidos concederia este posto a um deputado que teve quatro votos na última eleição para presidente da Câmara. Por outro lado, partidos pequenos veem na sua figura uma chance de puxar votos e criar alianças para fazer crescer a bancada. Com esse ideal em mente, o próprio presidente do PEN, Adilson Barroso (SP), disponibilizou sua cadeira ao deputado para que ele fechasse com o PEN. Segundo Barroso, Bolsonaro recusou a Presidência, dizendo confiar no representante.

“Depois do anúncio do Bolsonaro, dezenas de lideranças nos ligaram interessadas em entrar para o partido, mas temos uma equipe avaliando se vale a pena. O PEN, com Bolsonaro como presidente da República, elege de 50 a 70 deputados, como o PT ou PMDB”, diz Barroso em entrevista a EXAME. “Fora que mais da metade dos partidos estará conosco no segundo turno”.

Caso os planos de Barroso se concretizem, o PEN passaria dos atuais 482.443,18 reais mensais em fundo partidário para uma cifra acima dos 6 milhões de reais por mês. Soma-se a isso, o aumento de tempo de TV nas eleições posteriores, outra grande moeda de troca no jogo de alianças políticas. O tempo de propaganda eleitoral das eleições municipais de 2016 foi determinado localmente. Em 2014, o PEN fez parte da coligação de Aécio Neves, que tinha cerca de cinco minutos disponíveis.

O PEN vai assinar em bloco com os filhos de Bolsonaro — Eduardo é deputado federal por São Paulo, Carlos é vereador no Rio e Flávio é deputado estadual no Rio. Todos serão candidatos em 2018, e é possível que Carlos concorra ao Senado pelo Rio. Ainda assim, o PEN terá poucos segundos de TV em 2018. O segredo é fechar a coligação com partidos maiores e simpáticos à agenda Bolsonaro. O senador Magno Malta (PR-ES) é um dos principais cotados e já sinalizou uma aliança com Bolsonaro. O PR tem 38 deputados federais – a quinta maior bancada – e traria minutos preciosos para a campanha. Assim se criaria condições para um partido nanico conseguir competir com os grandes.

Bolsonaro partido – E a ecologia?

Bolsonaro, como se sabe, ficou famoso por defender a ditadura e criticar homossexuais, mas em 2018 deve dar grande atenção ao problema da segurança pública, um dos temas que mais devem pesar na campanha. Aliar-se ao PEN, um partido conservador mas com agenda anódina, não chega a causar estranhamentos. Salvo na questão ambiental, que está no nome da sigla. Carlos Bolsonaro já disse que o aquecimento global é uma “pauta esquerdista”, e o pai segue a linha Donald Trump de renegar as ameaças climáticas.

“O PEN surgiu com intenção de bater na agenda sustentável, mas nunca mostrou nada nesse sentido. Apesar do nome, abrigou políticos mais conservadores. Por outro lado, o Bolsonaro ainda não tem uma agenda bem definida e um posicionamento contraditório. Ele se diz economicamente liberal, mas é contra as privatizações e a reforma da previdência”, afirma Juliano Griebeler, analista político da consultoria Barral M Jorge. “É difícil saber para onde vai essa aliança, exceto pelo fato de que tentarão o colocar como outsider, mesmo que não seja”.

Bolsonaro partido – Em conversas entre Barroso e Bolsonaro foi tratada uma “suavização” de imagem.

O deputado refuta qualquer menção de seu nome como ícone da “extrema-direita”, apesar de ressaltar feitos de governos da ditadura militar e invocar o nome de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército por promover tortura a presos políticos quando chefiou o DOI-Codi. Bolsonaro diz que “amadureceu”.

“Ele tomou uma cuspida na cara e não faz nada, nem sequer deu um murro [no deputado Jean Wyllys, do PSOL], um homem desse não é extremo”, diz Barroso, relembrando o arranca-rabo que rendeu uma advertência ao deputado do PSOL.

O PEN deve inclusive mudar de nome, retirando a impressão que cuida apenas de temas ligados à sustentabilidade. Em enquete divulgada nas páginas do Facebook de partido e candidato, o nome vencedor até o momento é Patriota. Será a roupagem que um deputado há 26 anos no Congresso vai utilizar para vender a imagem de novidade.

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Líderes do PSDB adiam decisão sobre desembarque do governo Temer

A reunião de 15 integrantes da cúpula do PSDB na noite desta segunda-feira (10) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, na Zona Sul da cidade, durou pouco mais de 4 horas, terminando no início da madrugada desta terça (11). As lideranças discutiram a manutenção ou não de apoio ao governo de Michel Temer (PMDB) e também a direção do partido na questão da denúncia por corrupção passiva contra o presidente.
O encontro não tem poder de resolução. Por isso, os caciques tucanos adiaram a definição sobre o desembarque do governo. Nova reuniões devem ser marcadas para esta terça ou para quarta-feira (12).
Desembarque do governo
O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), admitiu, ao deixar o local, que o partido está desembarcando do governo Temer. “O que eu tenho dito não é consenso, mas o que eu estou observando é que o partido por si mesmo está desembarcando independentemente do meu controle e da minha vontade”, afirmou, ao deixar o Palácio dos Bandeirantes.
Ele antecipou também que o partido deverá fazer uma renovação total de seus quadros em agosto, durante convenção para a eleição da Executiva.
A reunião acontece após o presidente ter sido denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva, e o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, dar parecer favorável ao prosseguimento do caso.
O Palácio dos Bandeirantes é a residência oficial do governador de São Paulo e o encontro teria sido articulado por Geraldo Alckmin. A assessoria do PSDB estadual disse que o evento não é institucional.
Tasso afirmou que o partido não definiu uma posição quanto à denúncia contra Temer na CCJ.
Tendência de acolhimento de denúncia
O líder da bancada na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), disse que, na CCJ, o partido deverá votar pela admissibilidade da denúncia, com 5 votos a favor e 2 contrários. “Por maioria, deve votar pela admissibilidade. A bancada deve votar por 5 a 2 pelo acolhimento da denúncia do procurador”, disse.
Participaram também da reunião de caciques tucanos, entre outros, os governadores Marconi Perillo (GO), Reinaldo Azambuja (MS), Pedro Taques (MT) e Geraldo Alckmin (SP); os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Paulo Bauer (SC) e Cássio Cunha Lima (PB); o ex-senador José Aníbal (SP); o prefeito de São Paulo, João Doria, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Desembarcar do governo Temer significaria entregar os cargos em quatro ministérios comandados por tucanos: Aloysio Nunes, ministro de Relações Exteriores; Bruno Araújo, ministro de Cidades; Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo; e Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos.
Alckmin
Durante inauguração de delegacia em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, nesta segunda, Alckmin comentou o encontro. “A reunião não é para decidir se deixa ou não o governo. Isso só quem pode fazer é a Executiva do partido. É uma reunião de conversa, conversa entre a direção partidária, governadores, líderes. Não será tomada nenhuma decisão. É apenas uma avaliação”, disse.

Delegado e agentes desaparecidos perto de favela do Rio são encontrados

Teve final feliz a busca das polícias Militar e Civil, na noite deste sábado (8), por um delegado e um agente que haviam desaparecido em Itaguaí, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Por volta das 22h50, foi informado que os dois foram encontrados com vida.
Segundo as primeiras informações, os dois conseguiram se esconder de criminosos perto da favela do Carvão, em Itaguaí.
Delegado e agente teriam saído da 48ª DP (seropédica) em um carro da Polícia Civil para jantar e quando deram de frente com criminosos durante um roubo de carga. Pelo rádio, eles teriam pedido prioridade e depois desapareceram.
A viatura em que os dois estavam foi encontrada perto da favela do Carvão, com marcas de tiro.
A PM informou que homens do 24º BPM (Queimados) auxiliaram na busca dos dois policiais civis. Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também confirmaram que equipes da especializada participaram da procura dos dois policiais.

Câmera registrou queda de helicóptero que matou noiva, e vídeo é usado em investigação

Um vídeo inédito achado pelo irmão da noiva quatro dias após a queda do helicóptero em que ela estava, em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, mostra o interior do helicóptero que levava a noiva Rosemeire Nascimento da Silva ao seu casamento. Os quatro ocupantes morreram no um acidente que chocou o país em dezembro de 2016.
O vídeo, que mostra o voo desde o início até a queda, já está sendo usado na investigação da Polícia Civil e da Aeronáutica. Para o advogado que representa os parentes dos mortos, as imagens apontam “erros crassos” do piloto. A empresa proprietária do helicóptero informou que não vai se manifestar. Abaixo nesta reportagem, leia o que dizem os advogados.
Os vídeos desta reportagem contêm trechos do acidente. ATENÇÃO: as imagens são fortes.
O G1 mostrou as imagens para um especialista independente. Segundo o coronel da reserva da Aeronáutica Luís Lupoli, as imagens mostram possíveis erros cometidos pelo piloto Peterson Pinheiro nos momentos finais do voo (leia mais sobre a análise do especialista abaixo).
Além da noiva e do comandante, também estavam a bordo da aeronave o irmão de Rosemeire, Silvano Nascimento da Silva, e a fotógrafa Nayla Cristina Neves Lousada, que estava grávida de seis meses.
A câmera era levada pela fotógrafa e foi encontrada quatro dias depois por um irmão da noiva, que procurava pertences pessoais da família que teriam se perdido no local da tragédia. O equipamento foi entregue às autoridades dias depois.

O vídeo mostra o momento da decolagem, ocorrida no hangar da empresa proprietária do helicóptero, em Osasco, na Grande São Paulo, com sol e tempo aberto. Eram 16h de 4 de dezembro de 2016 e Rosemeire faria uma surpresa ao noivo, Udirley Damasceno, chegando voando ao buffet onde o casamento seria realizado.
Após 21 minutos de voo, o tempo fecha e há muita neblina. Pelo vídeo, é possível perceber que, nos quatro minutos e 45 segundos seguintes, o piloto enfrenta dificuldades para encontrar o local onde seria celebrado o casamento, o buffet de festas Recanto Beija-Flor, alugado pela família, e também para manter a aeronave estabilizada.

A pedido do G1, o coronel da reserva da Aeronáutica Luís Lupoli, que foi investigador no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), assistiu ao vídeo da câmera da fotógrafa.
O perito Luís Lupoli diz:
Em meio à neblina e às nuvens, o piloto altera o controle da aeronave, tentando manter a operação visual, mesmo estando em condições de voo e de operação por instrumentos, desorientando-se.
Na avaliação do perito, o piloto errou quando decidiu seguir voo a partir deste momento, apesar de o tempo ter fechado rapidamente.
Para o militar, as imagens mostram que o piloto estava desorientado espacialmente
Os registros do painel, em especial os equipamentos de horizonte artificial (uma linha azul, em 180 graus, que mostra se a aeronave está alinhada junto ao horizonte) e velocímetro, apontam que a aeronave virou várias vezes na diagonal, curvando-se acentuadamente para os dois lados e perdendo velocidade antes da queda.
Após analisar as imagens, o coronel Lupoli entende que é possível que o piloto não tivesse conhecimento para operar o helicóptero, um Robinson R44 Raven II, prefixo PR-TUN, em condições por instrumentos, pois realiza movimentos bruscos para tentar estabilizar a aeronave.
A aeronave que caiu só poderia ser utilizada, conforme seu registro oficial, para operações em condições visuais, em que o piloto usa referências visuais de solo, horizonte e tempo, e não apenas os instrumentos a bordo.
O que o piloto poderia fazer
O acidente ocorre nos 15 últimos segundos do vídeo, quando o helicóptero está quase tocando o solo à direita e o piloto, na tentativa de impedir a colisão, movimenta bruscamente, novamente, o manche para a esquerda.
“O certo seria subir para a altitude mínima de segurança da região que sobrevoava e ir para um aeródromo que operasse por instrumentos para realizar o pouso, ou até mesmo voltar para uma região que conseguisse operar em condições visuais”, aponta o oficial. “O piloto foi diminuindo a velocidade para tentar continuar o voo naquelas condições [de tempo fechado, neblina e chuva fraca]. Ele estava em condições de voo por instrumentos e, aparentemente, se desorientou ao tentar operar em condições visuais. Ele joga muito (a aeronave) para um lado e para o outro”, explica o coronel.
“Ele perdeu a orientação e o controle da aeronave. Quando ele bate para um lado e para o outro [o manche], com comandos abertos de um lado para o outro, a impressão que temos é que ele tentou corrigir para um lado e acabou perdendo o controle. Em uma situação em que ele começa a brigar muito com o helicóptero para mantê-lo voando, é a hora que ele deveria fazer o pouso”, salienta o ex-investigador, que aponta que o piloto deveria estar sob pressão para realizar o voo.
As imagens mostram ainda que, durante o voo, a fotógrafa Nayla questiona o piloto sobre se ele conhece o local do buffet onde o casamento seria realizado e se está seguindo o GPS para chegar ao local. Peterson Pinheiro responde que conhece a região e sabe como chegar.
Os advogados da família da noiva, de seu irmão e da fotógrafa estão analisando as imagens para entrar com um processo na Justiça contra a empresa Helicopter Charter Service do Brasil (HSC Táxi Aéreo), proprietária do helicóptero, e a Voenext, companhia que intermediou a compra do voo pela noiva. A defesa afirma que pedirá indenização por danos morais, pelas mortes, e danos materiais, pelos gastos do noivo com o casamento que não se realizou.

Para os advogados, o vídeo é prova inequívoca de erros do piloto na condução da aeronave. “As imagens mostram o desespero dos passageiros e o erro crasso do piloto. Ninguém está querendo tripudiar o erro do piloto, mas é possível ver que ele fica puxando os instrumentos e o manche sem perceber o perigo. Ele está dando cambalhotas e não sabia disso, ele não tinha ideia do que estava fazendo”, aponta o advogado das famílias, Fernando Henrique dos Reis, integrante da banca Josmeyr Oliveira Advogados.
“Iremos pontuar no processo que a empresa Voenext funciona como intermediadora e não tem autorização para fazer voos de traslados e de táxi aéreo, assim como a HCS, pois o helicóptero era registrado para uso privado. Isso só agrava mais a responsabilidade das empresas, que não poderiam efetuar este tipo de serviço. Além disso, o piloto era funcionário da HCS, há responsabilidade da empresa pelo serviço dos funcionários”, afirma o advogado.
Procurada pelo G1, a empresa proprietária do helicóptero, a HCS, informou que não iria se manifestar sobre a investigação. Já a companhia que intermediou o voo, a Voenext, disse que não cabe a ela analisar questões técnicas, que mostrou solidariedade e se colocou à disposição da famílias (leia mais abaixo sobre o posicionamento das empresas).
Tanto a empresa dona do helicóptero quanto a que intermediou o voo são investigadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já que a aeronave estava registrada apenas para serviço aéreo privado e não poderia ser utilizada para táxi-aéreo ou serviço remunerado.
A câmera foi encontrada pelo familiar após a Polícia Técnico Científica e a Aeronáutica já terem feito perícia no local. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda aguarda resultado de laudos para concluir sua investigação. O inquérito da Polícia Civil está sob sigilo de Justiça e também aguarda documentos e análises para ser finalizado.

O casamento
Rosemeire, que tinha 32 anos, iria fazer uma surpresa para o noivo, que a esperava no altar e não sabia que ela iria chegar voando ao buffet alugado pela família. O helicóptero caiu na Estrada da Barrinha, uma região de mata fechada próxima à Rodovia Régis Bittencourt, em 4 de dezembro de 2016. O percurso da base da empresa HCS, em Osasco, até o buffet, duraria 25 minutos e foi praticamente este o tempo até a queda.
Para realizar o sonho de chegar de helicóptero ao buffet no meio da serra, a noiva pagou R$ 1.800 em duas prestações, de R$ 1.200 e mais R$ 600, escondido do futuro marido. Segundo os advogados da família, R$ 200 deste montante foram repassados pela empresa para a HCS. “Ela dizia assim: ‘Na segunda-feira, todo mundo vai falar que sou rica’”, relembra Helaine Alves, a viúva de Silvano. Foi Helaine quem fez todos os preparativos para o voo e ajudou Rosemeire a preparação a celebração para cerca de 300 convidados.
A pequena câmera que gravou todo o voo era levada pela fotógrafa Nayla, que estava sentada na parte da frente da aeronave, à esquerda do piloto. Atrás deles estavam Silvano Silva e sua irmã.
Defesa das empresas e do piloto
Questionada pelo G1 sobre o vídeo e o acidente, a companhia Voenext, que intermediou o contrato do voo, informou, através do seu advogado, Lucas de Assis Loesch, que “não cabe à VoeNext se manifestar sobre questões técnicas ou eventuais falhas cometidas pelo piloto da aeronave. Todas as informações necessárias foram prestadas às autoridades competentes e estamos aguardando o parecer técnico das investigações”. O defensor informou ainda que a empresa fez, “desde o primeiro momento, contato com as famílias, colocando à disposição toda a assistência necessária”.
Já a empresa HCS, que era proprietária do helicóptero, informou através do escritório Moreira e Martarelli Advogados que não iria se manifestar neste momento sobre o caso, pois “tudo está correndo sob segredo de Justiça e estamos ajudando em tudo o que for possível”.
A noiva do piloto, Ivani Queirós, afirmou que “as investigações seguem em ambas as partes” e que aguarda o resultado final das apurações para se posicionar. Já amigos e colegas do piloto Peterson Pinheiro, que inclusive trabalhava como instrutor de voo, afirmaram que ele sempre atuou de forma responsável.
O mecânico de aeronaves Wener Biazoli era amigo havia mais de três anos do piloto Peterson Pinheiro, que tinha 33 anos e era nascido em Suzano, no interior de São Paulo. Biazoli disse ao G1 não acreditar na hipótese de falha humana.
“Eu nunca vi ele cometer nenhum ato brusco como piloto. Todas as vezes que voei com ele em voos de manutenção, sempre achei um piloto prudente e me senti seguro. Ele sempre fez voos padrão. Era um bom profissional, você não vai encontrar nenhum relatório de perigo de alguma ação dele. Como profissional ele era muito bom, reunia todas as qualificações necessárias como piloto”, salientou.
“As condições meteorológicas na hora da decolagem deles eram boas, mas podem ter mudado muito rapidamente durante o percurso. Para mim, aconteceu algo quando ele se preparava para pousar, que é quando a maioria dos acidentes ocorrem. Mas tem que esperar o que a investigação do Cenipa vai dizer. Só eles, com todos os documentos e avaliações, podem apontar o que ocorreu. Não adianta as pessoas agora quererem ficar dando opiniões injustas. Tem que ter cautela”, defendeu Biazoli.
Pressão
O investigador da reserva da Aeronáutica salienta que a investigação do Cenipa, que tem como objetivo prevenir novas tragédias, deve estar buscando o motivo pelo qual o piloto prosseguiu o voo mesmo sabendo que não estava em condições visuais de prosseguir. Um dos fatores que pode estar envolvido é a pressão para cumprir a missão.
“Agora é fácil falar que ele errou e não deveria fazer isso. Mas ele sabia que estava levando uma noiva cujo sonho era chegar ao casamento, com o irmão da noiva a bordo, que ele poderia estragar a festa. Às vezes, até instintivamente, o piloto força até a barra por acreditar na missão. Ele acreditou que podia prosseguir e que logo conseguiria pousar”, disse Lupoli.
“Na verdade ele errou, ele não quis ocasionar o acidente. Ele errou porque, acredito, que ele devia estar sob pressão. Porque ele deveria ter abortado o voo ou realizado um pouso de precaução ou retornado para onde decolou. Ele é um profissional que foi contratado para terminar o voo e a tendência que ele tem para terminar o voo bem e cumprir o que ele tinha comprometido é muito grande”, salienta o investigador da reserva.

Janot diz que Temer lhe provocou ânsia de vômito

247 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ter-se sentido enjoado e com náuseas, após ouvir as conversas entre Michel Temer e Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila, da GloboNews, que foi ao ar na noite desta quarta-feira (5).

“Ele [Joesley] entra no palácio [do Jaburu] e grava uma conversa muito pouco republicana com o presidente, que lhe diz que aquele mesmo deputado é o interlocutor para qualquer assunto. Depois, esse deputado [Rocha Loures] acerta uma propina com o empresário e é pilhado com uma mala de dinheiro. Se isso é fraco, não sei o que é forte”, afirmou.

Janot, que já denunciou Temer por corrupção passiva, defendeu sua conduta. “Eu teria que fingir que nada tinha ouvido, que nada tinha acontecido, e essas pessoas continuariam a cometer crimes, e os empresários na mesma atividade ilícita que sempre tiveram.”

Ele também avisou que Temer deverá sofrer novas denúncias. “A investigação de obstrução de justiça está mais avançada que a de organização criminosa”, disse.

Joesley presta depoimento à PF para esclarecer contratos da JBS com o BNDES

Um dos delatores da Lava Jato, o empresário Joesley Batista, da holding J&F, presta depoimento na manhã desta quarta-feira (21), na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, para esclarecer supostas irregularidades nos contratos firmados entre o frigorífico JBS e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O caso é investigado pela Operação Bullish, da PF, que foi deflagrada em 12 de maio.
Os investigadores miram o aportes do BNDES, por meio do BNDESPar – braço de participações do banco de fomento –, no frigorífico da família Batista.

Segundo a PF, há indícios de “gestão temerária e fraudulenta” por parte do BNDES e corrupção de agentes públicos. Os aportes do banco público, realizados de 2007 a 2011, tinham como objetivo a aquisição de empresas do ramo de frigoríficos, no valor total de R$ 8,1 bilhões.
A suspeita é que o BNDES tenha favorecido a JBS, da qual a BNDESPar detém 21%. A investigação cita, por exemplo, a compra de ações da JBS supostamente por preço superior à média na Bolsa de Valores – num desperdício de R$ 30 milhões – e o curto prazo para análise de operações financeiras por parte do banco.
Joesley chegou à sede da PF no Distrito Federal por volta das 9h. Vinte minutos depois, teve início o depoimento. Até a última atualização desta reportagem, ele ainda estava sendo sabatinado pelos investigadores.
Na ocasião em que a PF deflagrou a Operação Bullish, Joesley era alvo de mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o suspeito é obrigado a ir depor à polícia). No entanto, ele não chegou a ser ouvido no dia em que estourou a operação porque estava nos Estados Unidos.
À época, ele já havia fechado acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) e havia prestado os depoimentos nos quais entregou as gravações que fez de conversas com o presidente Michel Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
As escutas do empresário geraram a maior crise política do governo Temer. Ex-assessor especial do Palácio do Planalto e suspeito de ser o operador do presidente da República, Rocha Loures foi preso em razão da suspeita de ter atuado em favor das empresas de Joesley em troca de propinas.
Já Aécio acabou afastado do mandato de senador por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas gravações nas quais pede R$ 2 milhões ao dono da JBS para, supostamente, pagar despesas com advogados.
O acordo de delação premiada de Joesley Batista foi homologado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, dias depois da deflagração da Operação Bullish.
Na delação premaida, o dono da JBS se comprometeu a colaborar com todas as investigações de que é alvo. Por isso, a expectativa é de que Joesley responda a todas as perguntas dos investigadores no depoimento desta quarta-feira.

‘Vítimas talvez nunca sejam identificadas’, diz polícia de Londres sobre incêndio em prédio de 24 andares

“Infelizmente, há um risco de não conseguirmos identificar todo mundo”, afirmou o comandante da Polícia Metropolitana de Londres, Stuart Cundy, acrescentando que espera que o total de mortes não chegue a um número de três dígitos.
Até o momento foram confirmadas 17 mortes, sendo seis identificadas. Mas estima-se que mais de 60 pessoas possam estar entre as vítimas. Além disso, autoridades informaram que 35 pessoas continuavam no hospital até quinta-feira, 15 delas em estado grave.
A primeira-ministra Theresa May cobrou que um inquérito completo seja feito sobre as causas do incêndio, destacando que as vítimas “merecem respostas”. Já a polícia informou ter aberto uma investigação criminal sobre o incidente.
“Nós como polícia, investigamos as ofensas criminais. Não estou aqui dizendo que ofensas criminais tenham sido cometidas, é por isso que fazemos uma investigação, para estabelecer isso”, acrescentou Stuart Cundy.
Causas investigadas
As causas do incêndio ainda não são conhecidas. Especialistas criticaram o tipo de revestimento na parte externa do prédio instalada durante uma reforma finalizada há cerca de seis meses, como possível fator que teria facilitado a propagação rápida do fogo.
Além disso, o conselheiro Nicholas Paget-Brown disse à BBC Two que não havia um consenso entre moradores sobre a instalação de extintores de incêndio. Segundo ele, a reforma “teria atrasado e causado mais transtorno”. Há suspeitas de que o sistema de extintores não funcionava adequadamente.
Enquanto isto, o membro do parlamento, o conservador Chris Philp, afirmou ao programa que o inquérito deve produzir resultados provisórios para garantir que ações rápidas possam ser tomadas se moradores de outros edifícios estiverem em risco.
“Se houver outros edifícios que tenham esse revestimento perigoso, uma ação imediata deve ser tomada em questão de semanas, ou meses – não em alguns anos”, disse.
Vítima identificada
Os serviços de emergência foram chamados ao prédio de 24 andares pouco depois de 1h de quarta-feira no horário local (21h de terça-feira em Brasília).
Na quinta-feira, a primeira vítima no incêndio identificada foi o refugiado sírio Mohammed Alhajali, um estudante de engenharia civil de 23 anos.
Num comunicado, a Campanha de Solidariedade da Síria disse que Alhajali estava num apartamento no 14º andar quando o fogo começou. “Mohammed veio ao país em busca de segurança, e o Reino Unido falhou em protegê-lo”, escreveu o grupo.
Seu irmão mais velho, Omar, contou à BBC que se perdeu de Mohammed enquanto tentavam fugir do prédio.
“Cheguei do lado de fora, liguei para ele e disse: Onde você está? Ele disse que estava no apartamento. Eu respondi: ‘Por que você não veio? Pensei que estava com a gente’. Ele então disse: ‘ninguém me levou para fora’. E disse: ‘por que você me deixou?'”, lembrou, em lágrimas.
Outras histórias mostram como pessoas conseguiram escapar. Christos Fairbairn, de 41 anos, foi um dos primeiros a perceber o incêndio e deixar seu apartamento no 15º andar.
“Por volta de 12h45 da madrugada de quarta-feira, eu assistia à TV quando ouvi batidas fortes na porta. Eu vi o movimento e ouvi mais barulho do lado de fora e logo depois eu ouvi o alarme do prédio. Eu vi a fumaça vinda do apartamento e foi quando eu percebi que tinha um incêndio”, lembra.
“Eu liguei para o serviço de emergência e eles me disseram para sair. E disseram também: ‘Enrole uma toalha molhada em você e saia do prédio'”, contou ainda.
Enquanto isto, Elpidio Bonifacio, com idade por volta dos 70 anos e que é parcialmente cego, foi resgatado do 11º andar horas depois do início do incêndio. Ele foi visto por testemunhas da sua janela acenando com um casaco branco.
Seu filho mais velho, Gordon, de 41 anos, publicou uma mensagem no Facebook dizendo que seu pai está em tratamento intensivo. “Palavras não podem descrever a coragem da equipe de bombeiros que arriscou suas vidas para tirá-lo de lá. Ele ainda não está fora de perigo por causa da inalação da fumaça”, escreveu.
A secretária de Habitação, Alok Sharma, disse que o governo está se mobilizando com a autoridade local para garantir que “todas as famílias sejam realojadas na mesma área” do prédio.

Alexandre Garcia é chamado de ‘golpista’ em avião. Assista

Depois da grande repercussão em torno do caso envolvendo Miriam Leitão, que foi hostilizada em um avião da companhia aérea Avianca, o jornalista Alexandre Garcia, da TV Globo, passou por situação semelhante nesta quinta-feira (15). Ele foi sucessivamente chamado de “golpista” por um militante de esquerda na área de embarque de um voo da Gol que ia de Brasília para Confins, Minas Gerais, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

Nas imagens gravadas pelo rapaz e divulgadas nas redes sociais, é possível perceber que os ataques verbais ao jornalista começaram já na fila de embarque e seguiram até dentro do avião. “Golpista! Vai ter Mimimiriam Leitão. Alexandre, você também vai soltar notinha se vitimizando igual a Miriam Leitão? Vocês que incentivam o ódio contra o PT, o PCdoB, contra a esquerda, vai ter mimimi também?”, grita o homem. Apesar de não reagir às provocações, Alexandre pede para falar com o comandante do voo.

“Chamaram o comandante. Eles fazem terrorismo midiático o tempo inteiro e quando a gente faz uma ‘pressãozinha’ vão chamar o comandante, fica tranquilo que a gente não vai fazer nada além do que vocês fazem diariamente na casa das pessoas”, voltou a dizer o homem. Ele se referia ao episódio relatado por Miriam Leitão em seu blog no jornal O globo, no qual afirmou ter sido vítima de violência verbal por parte de “profissionais do PT”.

“Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo”, desabafou ela no texto, publicado na última terça-feira (13).

Bombeiros combatem incêndio no alto de prédio em Londres

LONDRES – Ao menos 200 bombeiros combatiam na manhã desta quarta-feira um incêndio que destrói um prédio de apartamentos de 27 andares no subúrbio oeste de Londres, informaram os serviços de emergência, acrescentando que há diversos feridos.

— Várias pessoas foram atendidas por ferimentos diversos, incluindo duas pessoas intoxicadas pela fumaça — revelou a polícia sobre o incêndio na Grenfell Tower, no subúrbio de North Kensington.

Os moradores do prédio continuam sendo retirados. Várias testemunhas relataram que em meio ao incêndio viram pessoas no interior do edifício, especialmente nos andares superiores. Outras afirmaram ter ouvido gritos de dentro do prédio, que tinha 120 apartamentos.

Dezenas de vizinhos saíram às ruas, muitos apenas de pijama, para tentar fazer contato com conhecidos dentro do prédio em chamas.

— O incêndio vai do 2º ao 27º andares — revelou um oficial dos bombeiros, temendo pelo colapso total da construção.

Os bombeiros foram chamados por volta da 1h15m local (21h15m no horário de Brasília) para apagar o incêndio no prédio de apartamentos, construído em 1974. Por volta das 5h (1h da manhã em Brasília), as chamas ainda devoravam o edifício, e uma grossa coluna de fumaça podia ser vista no céu de Londres.

Segundo a London Fire Brigade, 40 caminhões e 200 bombeiros foram enviados para combater o incêndio no prédio na Lancaster West Estate.

— Bombeiros equipados com aparelhos de respiração trabalham em condições extremas, realmente muito difíceis, para combater as chamas — disse o comandante Dan Daly, da London Fire Brigade.

A polícia iniciou a evacuação de residências vizinhas ameaçadas pelo enorme incêndio.

O escritor e ator britânico Tim Downie, que mora na região, relatou cenas de “horror”. “O prédio foi tomado inteiro pelas chamas. É uma questão de tempo até que desabe”.

“Grande incidente na Grenfell Tower em Kensington. 40 caminhões e 200 bombeiros no local”, tuitou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, na manhã desta quarta-feira.

Rede pede que STF anule decisão que salvou Temer

Partido de Marina Silva questiona no Supremo Tribunal Federal o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que, na última sexta-feira 9, decidiu por 4 a 3 pela absolvição de Michel Temer; legenda alega na ação que a decisão é inconstitucional e fere entendimento do Supremo sobre o tema, firmado em 1994, que negou a alegação de que a apreciação de fatos posteriores violaria o devido processo legal; durante o julgamento da chapa Dilma-Temer, a maioria dos ministros do TSE decidiu por excluir as provas trazidas pela Odebrecht, pois surgiram após a apresentação da ação da cassação pelo PSDB

247 – A Rede Sustentabilidade, legenda de Marina Silva, propôs uma ação no STF nesta segunda-feira (12) pedindo a anulação do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. O tribunal eleitoral absolveu a chapa das acusações de abuso do poder econômico e de caixa-dois durante as eleições presidenciais de 2014.

A ação do partido requer a realização de um novo julgamento, de modo a considerar as provas obtidas em depoimentos prestados pelos executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo a ação proposta pela Rede, a decisão do TSE contraria entendimento do STF fixado na análise de Ação Direta de Inconstitucionalidade 1082, que nega a alegação de que a apreciação de fatos posteriores violaria o devido processo legal.

“O Supremo Tribunal Federal decidiu, em precedente vinculante para todos os Tribunais (inclusive para o TSE), o oposto: como as ações eleitorais se destinam à garantia da lisura do processo eleitoral, elas tutelam interesses públicos indisponíveis, avultando a importância que o juiz persiga e reúna os elementos necessários para a formação da sua convicção, e assim resguarde a eficácia e a qualidade da sua decisão”, escreveu o partido.

A chamada Lei das Inelegibilidades (64/1990) afirma no artigo 23 que “o tribunal formará sua convicção pela livre apreciação dos fatos públicos e notórios dos indícios e presunções e provas produzidas, atentando para circunstâncias ou fatos, ainda que não indicados ou alegados pelas partes, mas que preservem o interesse público de lisura eleitoral”.

Questionado pelo PSB em 1994, o artigo 23 teve sua redação mantida pelo STF. Ficou estabelecida a redação: “Surgem constitucionais as previsões, contidas nos artigos 7o, parágrafo único, e 23 da Lei Complementar no 64/90, sobre a atuação do juiz no que é autorizado a formar convicção atendendo a fatos e circunstâncias constantes do processo, ainda que não arguidos pelas partes, e a considerar fatos públicos e notórios, indícios e presunções, mesmo que não indicados ou alegados pelos envolvidos no conflito de interesses”.